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Caso de raiva animal é confirmado em São Tomás de Aquino

22/10/2021

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Campanha de castração de cães e gatos acontece em São Tomás até o final de outubro

Campanha de castração de cães e gatos acontece em São Tomás até o final de outubro Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de São Tomás de Aquino confirmou na quarta-feira,20, um caso de raiva canina no município. O registro ocorreu em 21 de setembro, tendo resultado no óbito do animal, mesmo ele tendo sido trazido para atendimento em uma clínica em São Sebastião do Paraíso. Nesta semana foi iniciada uma campanha de castração de cães e gatos na cidade que deverá ocorrer até 30 de outubro.

Conforme informações da Secretaria de Saúde o caso de raiva animal canina foi confirmado após a realização de exames. Amostras foram encaminhadas para um laboratório de Belo Horizonte e a resposta foi recebida na quarta-feira, 20.  "Trata-se de uma doença infecciosa viral aguda que acomete os mamíferos, inclusive o homem e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae", informa a repartição em comunicado à população.

De acordo com a secretaria todos os protocolos de investigação e varredura estão sendo seguidos rigorosamente em parceria com a Superintendência Regional e Ministério da Saúde.

No mesmo dia a prefeitura de São Tomás deu início a uma campanha de castração de cães e gatos no município. Segundo o prefeito Daniel Ferreira da Silva “uma grande necessidade está sendo atendida, visando o bem estar animal e controle populacional desses animais. A castração é importante, pois não só previne a gravidez. Ela protege o animal de diversas doenças que podem matar, como o tumor", disse. Ele descreve ainda que "nas fêmeas ela previne o câncer de mama e nos machos o cancer de próstata. Por isso, quanto mais cedo o animal for castrado melhor" orienta.

Ainda sobre o caso de raiva positivado, o animal chegou a ser transferido para uma clínica de Paraíso para a realização de terapia intensiva. Segundo informações o cão apresentava angústia respiratória e estava sem coordenação entre outros sintomas da doença. Mesmo sendo atendido e medicado os sintomas evoluíram para convulsões levando o cão a óbito. De acordo com a Secretaria de Saúde de São Tomás o caso foi registrado em 21 de setembro.

Sobre a doença
A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até ano, com uma média de 45 dias no ser humano podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado, da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos, concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas. Não se sabe qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Os sintomas da doença aparecem após o período de incubação, com sinais que duram em média de 2 a 10 dias. Neste período o paciente apresenta mal estar geral, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefaleia, náuseas dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude, sensação de angústia. A raiva é uma doença quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação pré ou pós exposição. Quando a profilaxia antirrábica não ocorre e a doença se instala, pode se utilizar protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas. Não se sabe qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Foto: Jornal do Sudoeste