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A planta do amor

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Se uma planta ficar sem água, adubo e sol, morre. Da mesma forma o amor de um casal. Muitos se esquecem de cuidar do amor conjugal; e por isso, a vida matrimonial cai numa triste monotonia que às vezes termina em separação. A planta do amor precisa ser regada diariamente: uma palavra de carinho a cada dia de um para o outro; não precisa ser poesia bonita ou música romântica, basta ser um simples elogio.

Os terapeutas conjugais dizem que a displicência com os estranhos pode ser até tolerada, mas não com o cônjuge; afinal foi ele ou ela que você escolheu para ser “seu amor”, “seu bem”. Às vezes tratamos com toda delicadeza e carinho a secretária, os clientes, o chefe, mas não o marido ou a esposa; é uma incoerência brutal. Que tal um jantar fora, um sorvete na praça, uma caminhada no bosque, uma visita ao shopping, uma missa na igreja?…

Os terapeutas pedem que marido e mulher não gritem um com ou outro, pois gritar ofende, machuca, fere a alma e nada resolve. Se gritar resolvesse o porco não morreria na mão do açougueiro. Não use a razão da força, mas a força da razão. Não desenterre os erros do passado do outro, quando você está com raiva dele; isso seria o mesmo que pisotear a planta do amor.

O Papa Francisco, em setembro desse ano, deu um conselho aos novos casais – “Nunca deixeis terminar o dia sem fazer as pazes”.

Quando um estiver irritado e nervoso, que o outro – por amor, não por covardia – se mantenha calmo, para salvar a paz. Evitem as uma discussões, aprendam a dialogar, que é bem diferente.

O Papa Francisco disse ainda: “A fadiga do caminho torna-se um cansaço interior; perdem o gosto do Matrimônio, deixam de ir buscar água à fonte do Sacramento. A vida diária torna-se pesada e, muitas vezes, ‘nauseante’”, destacou Francisco. – E é nesse momento de extravio, indica a Bíblia, que chegam as serpentes venenosas que mordem as pessoas; e muitas morrem. O remédio que Deus oferece ao povo vale também e de modo particular para os casais que ‘não suportam o caminho’ e acabam mordidos pelas tentações do desânimo, da infidelidade, do retrocesso e do abandono: É se entregarem-se a Jesus, Ele os cura com o amor misericordioso que jorra da sua Cruz. O amor de Cristo pode restituir aos esposos a alegria de caminharem juntos. Pois o matrimônio é isso: o caminho conjunto de um homem e de uma mulher, no qual o homem tem o dever de ajudar a esposa a ser mais mulher, e a mulher tem o dever de ajudar o marido a ser mais homem. Este é o dever que tendes entre vós”.

Muito cuidado ao chamar a atenção do outro; ninguém gosta de ser corrigido, dói no ego. Só faça isso se for inevitável; e nunca na frente dos outros; e muito cuidado com as palavras que usa, elas ferem mais que uma espada afiada. Que tal lembrar ao outro uma qualidade dele, antes de apontar um erro; funciona como um anestésico antes do corte.

É só na privacidade do quarto que o casal deve se corrigir. Jamais dormirem brigados, senão o dia seguinte amanhecerá azedo. Quando você cometer um erro, seja honesto e coerente, entenda que não há outra saída nobre senão aceitar o erro e pedir perdão. A humildade derruba muros de separação. E, sobretudo, entenda que “quando um não quer dois não brigam”.

Ame seu casamento, seu lar, seus filhos, cuide deles. Cuide da planta do amor. E não se esqueça que foi Deus quem o uniu sob um juramento de amor e de fidelidade.